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Morreu Fay Weldon, autora de ‘Vida e amores de uma mulher demónio’

“É com grande tristeza que anunciamos a morte de Fay Weldon, autora, ensaísta e dramaturga. Morreu pacificamente nesta manhã de 4 de janeiro”, escreveram os familiares numa declaração divulgada pela agente da escritora, Georgina Capel.

Através do seu estilo satírico, Fay Weldon tornou-se precocemente um ícone do feminismo, mas posteriormente foi alvo de criticas e chegou mesmo a ser apelidada de “traidora”.

A escritora, nascida no Reino Unido mas criada na Nova Zelândia, escreveu mais de 30 romances e foi na altura uma das autoras mais lidas no seu país, tendo sido alvo de muita controvérsia.

Publicou o seu primeiro romance, ‘The fat woman’s joke’, em 1967, e chegou a ser finalista do Prémio Booker, o prémio literário mais prestigiado da Grã-Bretanha, com a sua obra ‘Praxis’ (1978), a cujo júri presidiu em 1983, cabendo-lhe desempatar entre ‘A Vida e o Tempo de Michael K’, de J.M. Coetzee, e ‘Vergonha’, de Salman Rushdie.

O escritor anglo-indiano estava convencido de que o seu romance ‘Vergonha’ faria dele o primeiro autor a ganhar o prémio duas vezes, mas quando o júri encabeçado por Fay Weldon não lho atribuiu, ele irrompeu em gritos e insultos e não falou com a escritora durante dois anos.

Em 2002, voltou a suscitar controvérsia quando publicou ‘Bulgari Connection’, que foi apresentado como o primeiro romance patrocinado, uma vez que o escreveu com uma comissão daquele famoso joalheiro.

Mas foi o corrosivo ‘Vida e amores de uma mulher demónio’ (publicado originalmente em 1983 e editado em Portugal em 1986 pela Presença), que foi transformado num filme protagonizado por Meryl Streep e Roseanne Barr, que lhe trouxe a maior fama dentro e fora do Reino Unido, como recordam hoje os meios de comunicação britânicos.

Em Portugal, Fay Weldon tem publicados ainda ‘A academia Shrapnel’ (1989), pela Difel, ‘As leis da vida (1989), pela Dom Quixote, ‘A força vital’ (1993), pela Teorema, e ‘O diário da madrasta’ (2011), pela Asa.

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