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Ex-funcionário de editora admite roubo de mil obras de escritores famosos

Filippo Bernardini, um italiano de 30 anos, foi detido no aeroporto JFK de Nova Iorque e indiciado em 07 de janeiro de 2022 por fraude informática, acusado de ter usurpado a identidade de várias personalidades do mundo editorial.

O objetivo foi de obter, entre o verão de 2016 e janeiro de 2022 mais de mil romances e outras obras literárias de autores de prestigio antes da sua publicação.

“Filippo Bernardini utilizou o seu conhecimento na indústria editorial para montar um sistema e roubar obras valiosas de autores e, assim, ameaçar” o mundo editorial, salientou o procurador federal do distrito de Manhattan, Damian Williams, num comunicado divulgado hoje.

O jovem italiano enfrenta 20 anos de prisão e já devolveu 88.000 dólares (cerca de 82.000 euros), evitando um processo criminal.

A sentença será conhecida em 05 de abril, noticia a agência France-Presse (AFP).

O antigo funcionário da Simon & Schuster admitiu ter recebido manuscritos inéditos durante mais de cinco anos, por vezes de autores famosos ou dos seus representantes, escrevendo a estes através de ’emails’ falsos.

Bernardini criou “mais de 160 domínios de Internet” mudando às vezes uma única letra no endereço eletrónico e assumindo identidades conhecidas dos seus interlocutores para enganá-los, refere a justiça norte-americana.

O mundo editorial falava há anos de rumores de tentativas de falsificação, nem sempre bem-sucedidas, já que os roubos não foram seguidos por pedidos de resgate ou lançamentos piratas dos livros.

Em 2021, a New York Magazine revelou como os editores suecos da série de suspense Millenium foram abordados em 2017 por um alegado colega em Itália, que pedia que enviassem uma ligação segura para ter acesso ao manuscrito que seria então traduzido.

Em 2019, a agente literária da escritora canadiana Margaret Atwood revelou que as provas da sequela de “La Servante Ecarlate” e “Les Testaments” também tinham sido visadas.

Escritores como Sally Rooney e Ian McEwan também foram abordados, de acordo com o jornal New York Times.

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