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Sara Inês Gigante leva espetáculo “Massa mãe” à Escola de Mulheres

O espetáculo, em que a atriz olha para a terra natal, Viana do Castelo, nomeadamente para as experiências vividas em Outeiro, a aldeia da família materna, a partir de Lisboa, enquanto cidade de acolhimento, deram mote ao espetáculo, a representar na sala de teatro do Clube Estefânia, na companhia Escola de Mulheres, de 09 a 12 de fevereiro, refere uma nota sobre o espetáculo.

Com récitas de quinta-feira a sábado, às 21:00, e, ao domingo, às 17:30, “Massa mãe” centra-se em torno de “uma gaiata a esmiuçar parte da sua identidade — a que está bordada com corações minhotos”.

Num espetáculo em que essa minhota “puxará a brasa à sua sardinha, mas também irá preparar terreno para tirar nabos da púcara”, Sara Inês Gigante vai até “ao tempo da Maria Cachucha brindar com vinho verde” enquanto vai “acertando agulhas”, já que lhe parece haver “um ou outro empecilho ainda em banho-Maria”, escreve a atriz.

Num espetáculo em que o fato de lavradeira bordado pela avó Cândida e que a atriz usou nos desfiles típicos de Viana do Castelo, Sara Inês Gigante constrói um espetáculo numa relação direta com o público no qual equaciona a carga “muito conservadora, católica e patriarcal” daquele fato, procurando apontar “o que poderia” ser o lugar dele.

“Não é tudo farinha do mesmo saco, mas quase tudo do saco desta minhota que já em garota falava pelos cotovelos, mas isso… são outros quinhentos”, lê-se na nota sobre o espetáculo que irá abordar as “tradições (ou convenções?) a dar c’um pau”.

A verdade “é que todos comemos do pão que o diabo amassou e ainda lambemos os beiços a seguir. Mas hoje é esta minhota que amassa a broa”, promete Sara Gigante sobre o espetáculo que estreou nos Festivais Gil Vicente, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, em junho.

Criado e interpretado por Sara Inês Gigante, o espetáculo tem apoio à criação de Maria Luís Cardoso, música e interpretação musical de Carolina Viana e contou com Tiago Jácome na colaboração dramatúrgica e com Rafael Gomes no apoio pontual no processo criativo.

A cenografia é de Fernando Ribeiro, os figurinos e a marioneta de Ângela Rocha, o desenho de luz de Gonçalo Carvalho e a operação de som de Hugo Oliveira.

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