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2022. Economia precisou de financiamento de 0,9% do PIB no 3.º trimestre

“Este resultado reflete as necessidades de financiamento das sociedades não financeiras e dos particulares (de 2,9% e 0,2% do PIB, respetivamente), que, em conjunto, excederam as capacidades de financiamento das administrações públicas e das sociedades financeiras (de 1,1% do PIB, em ambos os casos)”, refere o Banco de Portugal (BdP) em comunicado.

Em termos homólogos, no ano anterior ao terceiro trimestre de 2022 a economia portuguesa tinha apresentado uma capacidade de financiamento de 0,5% do PIB.

De acordo com o banco central, o agravamento do saldo “reflete a redução do saldo dos particulares em 4,0 pontos percentuais (p.p.) do PIB, que passou de uma capacidade de financiamento para uma necessidade de financiamento”.

De igual forma, o BdP assinala que o setor dos particulares “não apresentava necessidade de financiamento desde o ano acabado no terceiro trimestre de 2008”.

A necessidade de financiamento do setor das sociedades não financeiras aumentou 1,3 p.p, enquanto a capacidade de financiamento das sociedades financeiras diminuiu 1,1 p.p..

No sentido oposto, o saldo das administrações públicas aumentou 5,0 p.p., passando de uma necessidade de financiamento para uma capacidade de financiamento, sendo o seu excedente “o maior da série temporal de contas financeiras disponível”, que recua até ao quarto trimestre de 1995.

No que às interligações entre setores institucionais das contas nacionais financeiras (o que permite identificar as relações de financiamento entre os vários setores institucionais da economia portuguesa e desta com o resto do mundo) diz respeito, o BdP assinala que no ano acabado no terceiro trimestre de 2022 “as sociedades não financeiras foram financiadas pelo resto do mundo em 5,9% do PIB”.

Já “o resto do mundo foi financiado pelas sociedades financeiras em 3,9% do PIB” e “os particulares financiaram as sociedades financeiras em 3,3% do PIB”.

Em comparação com o período homólogo, o BdP salienta “as alterações mais significativas nos fluxos de financiamento intersetoriais”, em particular no financiamento líquido das sociedades financeiras às administrações públicas (-6,7 p.p.) e o aumento de 2,1 p.p. do financiamento líquido do setor financeiro às empresas não financeiras.

O resto do mundo aumentou o financiamento líquido concedido às sociedades não financeiras em 1,5 p.p., enquanto o financiamento líquido dos particulares às sociedades financeiras diminuiu 1,6 p.p..

No que respeita aos ativos financeiros líquidos por setor institucional, é verificável que no final do terceiro trimestre de 2022 “a economia portuguesa apresentou uma posição financeira líquida de -86,3% do PIB perante o resto do mundo, que compara com -97,4% do PIB no final do terceiro trimestre de 2021”.

Os ativos financeiros líquidos dos particulares eram de 127,1% do PIB (menos 12,5 p.p. que no terceiro trimestre de 2021), enquanto os ativos financeiros líquidos das sociedades não financeiras, das administrações públicas e das sociedades financeiras eram, respetivamente, de -126,3%, -81,4% e -5,7% do PIB (mais 8,1 p.p., mais 26,0 p.p. e menos 10,5 p.p. do que no terceiro trimestre de 2021).

O BdP atualiza os dados relativos às contas nacionais financeiras em 12 de abril de 2023.

Leia Também: Défice de operações correntes agrava-se para 3,2% do PIB no 3.º trimestre

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