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Artistas Jonathas de Andrade, Pollyanna Freire e Maria Capelo no MAAT

Intitulada “Olho — Faísca”, a primeira grande exposição monográfica do artista brasileiro Jonathas de Andrade, em Portugal, pode ser visitada até 30 de abril, e vai apresentar um núcleo de peças através de toda a carreira do artista, marcada em particular pela abordagem de paradoxos da cultura contemporânea, através de linhas de investigação que atravessam áreas de antropologia, política e ética.

Com curadoria de João Mourão e Luís Silva, a mostra, que ficará instalada na Central, Sala das Caldeiras de Baixa Pressão — Norte, irá revelar fotografia, vídeo, escultura e instalação do artista nascido em 1982, em Maceió, no Recife, Brasil.

A prática de Jonathas de Andrade, refere o MAAT na nota de imprensa sobre as novas exposições, “especula sobre as deficiências das utopias, ideais e cosmovisões na América Latina, mais especificamente no Nordeste do Brasil, e da identidade nordestina”.

A sua obra reflete sobre questões relacionadas com o universo do trabalho e da identidade contemporânea, “quase exclusivamente através da desconstrução do corpo masculino, e tende a evocar a nostalgia, o erotismo e a crítica histórica e política”, indica o museu.

Esta exposição é uma coprodução do MAAT com o CRAC Alsace – Centre Rhénan d’Art Contemporain, em França, onde foi apresentada no verão de 2022.

Jonathas de Andrade, que vive e trabalha no nordeste brasileiro, expôs individualmente em particular em instituições de arte contemporânea da Europa, Brasil, México, Estados Unidos e Canadá, soma mais de duas centenas de participações em mostras coletivas, é presença regular na Bienal de São Paulo.

A sua presença em Portugal remonta aos primeiros anos da carreira, com a participação na Bienal de Cerveira, em 2011, altura em que também apresentou “Que sais-je?”, na Galeria Vera Cortês, em Lisboa. Em 2013, a Kunsthalle Lissabon expôs os seus “Cartazes para o homem do nordeste”.

De Andrade regressou a Portugal em 2017, para a AnoZero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, e para o festival Curtas de Vila do Conde, onde conquistou o prémio de Melhor Documentário da Competição Internacional com a curta-metragem “O Peixe”. Em 2019, foi um dos protagonistas da BoCA – Bienal of Contemporary Art, que decorreu em Lisboa e Braga.

No ano passado, Jonathas de Andrade representou o Brasil na edição da Bienal de Veneza, com a exposição “Com o coração saindo pela boca”.

No próximo dia 18 de janeiro, o MAAT irá abrir igualmente a exposição “Vão”, com esculturas de Pollyanna Freire, na Central, Sala das Caldeiras de Baixa Pressão — Sul, que também fica patente até ao final de abril. A mostra tem curadoria de João Pinharanda, diretor artístico do MAAT.

A artista brasileira residente em Portugal — selecionada em 2015 para o Prémio Novos Artistas Fundação EDP — explorou de modo lúdico a geometria linear, a intersecção de pequenos volumes e planos, cuja leitura pode ser simultaneamente feita de modo individual e em conjunto, segundo a descrição do seu trabalho.

“Ao privilegiar o ferro sobre a balsa e a madeira, as peças de chão que a artista vai pela primeira vez mostrar exaltam toda a sua fragilidade poética através do inesperado das formas e dos vazios que exibem”, destaca o museu, sobre a obra da artista nascida em São Paulo, no Brasil, também em 1982.

Em 2012, Freire participou na exposição “Me, Myself and I”, certame de desenho contemporâneo da Fundação Centenera, em Madrid, onde recebeu uma menção honrosa, e foi selecionada, em 2015, para o Prémio Novos Artistas Fundação EDP.

Uma mostra de obras inéditas em tinta-da-China sobre papel oriental, da artista portuguesa Maria Capelo, é a outra das três exposições que o MAAT abre ao público no início do ano, intitulada “O dia já fecha as portas”, também com curadoria de João Pinharanda. Esta exposição fica instalada na Central, espaço Gabinete.

Nestas obras, a artista aprofunda novas vertentes da sua investigação em torno da paisagem, numa permanente “tentativa de esgotamento de um lugar”, estabelecendo um espaço limitado – bosque/floresta, planície/vale/montanha –, “sobre o qual exerce uma intensa atenção, construindo e desconstruindo os elementos visuais de que elas se compõem, alterando o ponto de vista, a focagem e a escala”.

A exposição será acompanhada por um texto da filósofa e crítica Doris von Drathen.

Nascida em 1970, em Lisboa, cidade onde vive e trabalha, Maria Capelo expõe regularmente desde 1996 e, das suas mais recentes exposições individuais, o MAAT destaca “Vento Espesso”, no Museu da Cidade, Casa Guerra Junqueiro, no Porto, (2022), e “As coisas do mundo são rocha”, no Pavilhão Branco, em Lisboa (2019).

Maria Capelo ganhou o Prémio de Desenho FLAD – Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento de Desenho, em 2022, e as suas obras estão integradas em várias coleções públicas e privadas, entre as quais a Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE).

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