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Luís Montenegro disponível para explicar contratos com câmaras de Espinho e Vagos

O líder do PSD, Luís Montenegro mostrou-se, esta quinta-feira, disponível para colaborar com qualquer tipo de investigação aos contratos de advocacia celebrados com as câmaras de Espinho e de Vagos. E anunciou que Joaquim Pinto Moreira, visado na operação Vórtex, renunciou aos cargos de vice-presidente da bancada do partido e presidente da comissão de revisão constitucional.

“Não há nada do ponto de vista legal, moral e ético, nada a apontar na prestação desses serviços”, garantiu o líder do PSD, numa entrevista à SIC, esta quinta-feira. Luís Montenegro referia-se aos contratos de prestação de serviços de advocacia entre a sociedade de que foi sócio, a Sousa Pinheiro & Montenegro (SP&M), e as câmaras de Espinho e Vagos, alvo da operação Vórtex da PJ, no valor total de 400 mil euros.

Montenegro vincou ainda que se trata de um “assunto requentado”, lembrando de que já foi alvo de uma denúncia do BE, em 2015, e de uma apreciação parlamentar que não encontrou qualquer irregularidade. E garantiu que a sociedade trabalhou apenas com aquelas duas autarquias, devido a uma relação de confiança, por se tratarem de câmaras sociais-democratas.

Ainda assim, o líder do PSD mostrou-se disponível para que todos esses contratos sejam minuciosamente investigados. E recusou qualquer ideia de troca de favores ao ter colocado esses dois ex-autarcas com posições de destaque no partido, vincando que nem sequer “acompanhou” as matérias em causa na sociedade de advogados onde chegou a ter 50% do capital. “Não admito a ninguém essa insinuação!”, afirmou, considerando “absolutamente ignóbil que se esteja a confundir contratações de prestações de serviço de advocacia com a investigação em curso”. “É maldoso, vergonhoso e chega a ser leviano!”, reforçou.

Durante a entrevista, Luís Montenegro revelou ainda que o deputado e ex-presidente da Câmara de Espinho, alvo de buscas domiciliárias no âmbito da operação Vórtex, renunciou aos cargos de vice-presidente do grupo parlamentar do PSD e de presidente da comissão de revisão estatutária.

“Não por ser sujeito processual mas por uma questão política e de coerência”, sublinhou o líder dos sociais-democratas, vincando: “Temos critérios do ponto de vista político de ético de que não prescindimos”.

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