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Wall Street celebra com uma alta a desaceleração da inflação nos EUA

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average e o tecnológico Nasdaq avançaram 0,64% e que o alargado S&P500 ganhou 0,34%.

O acontecimento de hoje, esperado desde há vários dias, foi a publicação do índice de preços no consumidor (IPC), que saiu negativo de 0,1%, em termos mensais, relativos a dezembro, como era esperado pelos analistas.

Já em termos anuais, o crescimento dos preços abrandou para 6,5%, depois dos 7,1% no mês anterior. Os dados de hoje foram os sextos consecutivos de diminuição da inflação nos EUA, depois do máximo registado em junho, de 9,1%.

Este abrandamento “deve convencer a Reserva Federal (Fed) a diminuir o ritmo as suas subidas de taxa de juro, já na próxima reunião”, em 31 de janeiro e 01 de fevereiro, estimou Jeffrey Roach, da LPL Financial, que espera, como a quase totalidade dos investidores, uma subida da taxa de juro de referência da Fed em um quarto de ponto percentual.

“O nosso cenário base é o de a economia ir arrefecer o suficiente para que a Fed admita baixar a sua taxa no segundo semestre”, acrescentou.

A reação do mercado obrigacionista traduziu a visão dos operadores que esperam uma política monetária mais moderada da Fed nos próximos meses.

O rendimento da dívida pública federal a 10 anos baixou de 3,53% na quarta-feira para 3,43% hoje.

Já o rendimento dos títulos a dois anos, que reflete melhor as antecipações dos investidores em termos de política monetária, baixou hoje para 4,10%, nível este que é uma novidade desde há mais de três meses.

“O mercado obrigacionista deu o tom e o acionista seguiu”, comentou Angelo Kourkafas, da Edward Jones. Os preços das obrigações evoluem em sentido oposto ao dos rendimentos que proporcionam, o que significa que subiram hoje de forma sensível.

O Nasdaq, por seu lado, teve hoje uma quinta sessão positiva consecutiva, graças a uma vaga de compras.

“O risco é que o mercado se embale, que os investidores aumentem a assunção de risco e que as condições financeiras se amenizem, o que a Fed receia”, preveniu Kourkafas.

Não obstante, considera limitadas as perspetivas de progressão suplementar das ações, uma vez que “permanece o risco de uma descida dos resultados das empresas”, cuja época de divulgação vai começar na sexta-feira, o que vai informar sobre o estado de saúde das empresas.

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