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“O Sporting poderá dar outra imagem e ganhar na Luz”

“Inesperadamente, um jogo menos conseguido na Madeira [derrota face ao Marítimo, por 0-1, na ronda anterior] leva a que o Sporting chegue ao dérbi com uma grande diferença de pontos [12]. Agora, um Benfica-Sporting é sempre um Benfica-Sporting e geralmente costuma ganhar aquele que vem com pior classificação. Acho que o Sporting poderá dar outra imagem de si próprio e ganhar na Luz, que é o desejo de todos os sportinguistas”, analisou à agência Lusa o antigo avançado de ‘leões’ (1988-1994) e ‘águias’ (1994/95).

O líder Benfica, com 40 pontos, mais seis do que o ‘vice’ Sporting de Braga e sete acima do campeão nacional FC Porto, terceiro, recebe o Sporting, quarto, com 28, no domingo, às 18:00, no Estádio da Luz, em Lisboa, na penúltima ronda da primeira volta da I Liga.

“Penso que as equipas vão tentar fazer o seu jogo. O Sporting vai tentar posicionar-se e jogar da forma que têm vindo a fazer até aqui. O Benfica não quererá deixar o adversário sair a jogar, vai pressionar e tentar ganhar as segundas bolas. Aliás, ambos apresentam estilos de jogo muito idênticos na pressão, que é um dos seus pontos fortes”, observou.

Amaral, de 52 anos, nota que “não há favoritos num dérbi e qualquer um pode ganhar”, apesar de os ‘verde e brancos’ contabilizarem o quádruplo dos pontos desperdiçados na prova pelos ‘encarnados’ (16 contra quatro), além da “curta desvantagem” de atuar fora.

“É verdade que este é mais um encontro, mas todos os jogadores querem jogar e brilhar. Acho que até poderá servir um pouco para [o Sporting] ganhar aquele moral que ficou de rastos neste último jogo. Pessoalmente, foi a machadada na luta pelo campeonato. Não tenho a mínima dúvida. Agora, é tentar chegar ao terceiro lugar. Independentemente de ainda não estarmos a metade, o topo está a muitos pontos de distância e é muito difícil”, avaliou, apontando para a última vaga de acesso à Liga dos Campeões.

O Sporting, que até ganhou no terreno do Benfica em 2021/22 (3-1), consentiu a quarta derrota fora para a I Liga no Funchal e quebrou a melhor sequência de resultados na presente temporada, com sete êxitos – quatro na Taça da Liga -, 26 golos marcados e um sofrido.

“O Sporting terá de fazer na Luz aquilo que vinha a fazer nos últimos encontros: além de jogar bem, ser eficaz. Quando há eficácia, resolve facilmente os jogos, mas na Madeira viu-se mais do mesmo. Tendo oportunidades para fazer golos, não marcou nenhum, nem conseguiu dar a volta ao resultado depois de sofrer”, expôs o antigo extremo formado em Alvalade, que se sagrou campeão mundial de sub-20 pela seleção portuguesa em 1989.

Amaral lamenta a “perda de alguns atletas fundamentais” no verão de 2022, ao nomear o defesa Zouhair Feddal, os médios João Palhinha e Matheus Nunes e o avançado Pablo Sarabia para considerar que “não tiveram substitutos” em setores de “grande influência”.

“Olhando para o que é este Benfica, o Sporting tem de jogar com outro tipo de médio [ao lado de Manuel Ugarte], mas Pedro Gonçalves já mostrou que tem capacidade e poderá fazer bem o lugar”, sugeriu, numa fase em que as lesões do japonês Hidemasa Morita e de Daniel Bragança limitam as opções do treinador Rúben Amorim para o meio-campo.

O argentino Mateo Tanlongo (ex-Rosario Central) veio reforçar no início do novo ano civil esse setor dos lisboetas, que, além da I Liga, estão na ‘final four’ da Taça da Liga e no ‘play-off’ da Liga Europa, após terem ‘caído’ na terceira eliminatória na Taça de Portugal.

“Não sei se a política é contratar para fazer a diferença no imediato ou pensar no futuro, porque há que olhar um pouco para as diferenças pontuais no campeonato e para aquilo que se vai passar nos próximos desafios. Este mês é terrível para o Sporting. Acho que o título já está fora de questão, mas, se perder com o Benfica, ainda fica mais longe. Há, porém, uma Taça da Liga para ganhar e o Sporting tem de pensar dessa forma”, frisou.

Quanto ao Benfica, que esteve 28 jogos sem perder no início de 2022/23, Amaral elogia os reforços contratados no verão e o contributo dado pelo técnico alemão Roger Schmidt “na atitude dos atletas e na reação da equipa à perda da bola” para potenciar o plantel.

“Não posso ficar surpreendido. A realidade é que faltava aqui algo que, na minha opinião, não existia nos últimos tempos, que era jogar para ganhar e jogar à Benfica. Não estou a dizer que outros treinadores que passaram por lá não jogavam para ganhar, mas, olhando para o que era a forma de jogar, este é um Benfica pressionante e com atitude”, traçou.

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