russia-estara-a-utilizar-prisioneiros-para-produzir-mais-armamento

Rússia estará a utilizar prisioneiros para produzir mais armamento

O Ministério da Defesa do Reino Unido afirmou, na sua atualização diária de esta sexta-feira sobre a guerra na Ucrânia, que as forças russas estão “muito provavelmente a recorrer a trabalho de condenados” de modo a “ir de encontro às exigências da produção de tempo de guerra”.

Segundo os serviços secretos britânicos, existe “uma longa tradição de trabalho prisional” na Rússia e o serviço penal federal do país, o FSIN, tem também um historial de abusos de direitos humanos, de “brutalidade extrema e corrupção”.

Atualmente, a Rússia tem uma das maiores populações de condenados do mundo e uma das mais elevadas taxas de encarceramento, com os números oficiais das autoridades de Moscovo a apontarem para cerca de 400 mil prisioneiros.

Em 2007, o trabalho forçado nas prisões foi reintroduzido, pelo que a utilização desta população para apoiar a guerra na Ucrânia corresponde a um “recurso humano único para os líderes russos utilizarem”.

— Ministry of Defence 🇬🇧 (@DefenceHQ) January 13, 2023

“O trabalho prisional vai muito provavelmente ser procurado pelas empresas de armamento tecnologicamente inferior, como os tanques Uralvagonzavod (UVZ), que estão quase certamente sob pressão intensa por parte de Moscovo para aumentar a sua produção”, explicou ainda o Reino Unido.

Os britânicos referiram ainda que, já em novembro de 2022, a Uralvagonzavod, que produz os tanques com o mesmo nome e que é a maior produtora deste tipo de veículos armados, “disse aos meios locais que iria empregar 250 prisioneiros depois de reunir com o FSIN”.

Ao longo dos últimos meses, o Reino Unido tem reiterado as dificuldades de armamento pelo Kremlin, com as forças russas a verem-se obrigadas a usar armas velhas, com tecnologias ultrapassadas, e os próprios soldados estão a ser enviados para a Ucrânia com pouco treino de combate.

A Ucrânia alega que já matou mais de 114 mil soldados russos desde o início da guerra, mas o Kremlin continua a negar que os números sejam verdadeiros. Aliás, o Kremlin admitiu apenas as dezenas de baixas que surgiram na sequência de um bombardeamento ucraniano em Makiivka.

O conflito na Ucrânia já fez quase 7 mil mortos civis até ao dia 10 de janeiro, segundo os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. No entanto, a entidade adverte que o real número de mortos poderá ser muito superior, devido às dificuldades em contabilizar os mortos em zonas sitiadas ou ocupadas pelos russos, como em Mariupol, por exemplo, onde se estima que tenham morrido milhares de pessoas.

Leia Também: Polícia de Kharkiv relata métodos de tortura usados pelos russos

Seja sempre o primeiro a saber.
Sétimo ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download

Compartilhe nas redes sociais

Benvindo(a) à Radio Manchete. 📻

Ouvir 📻
X