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Após ataques, Zelensky pede armas para “parar aqueles que semeiam morte”

Num registo diferente, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, arrancou o seu habitual discurso noturno à nação sem qualquer tipo de cumprimento, o que fez questão de assinalar. Isto porque, face aos ataques das forças russas em diversos pontos da Ucrânia, este sábado, o chefe de Estado quer “ser ouvido por aqueles que ainda hesitam se vale a pena dar à Ucrânia armamento que ajude o país a derrotar o estado terrorista, ainda este ano”.

Enumerando os ataques massivos que assolaram cidades como Kyiv, Kharkiv, Odessa, Kryvy Rih, Dnipro, Vinnytsia, Ladyzhyn, Burshtyn, e as regiões de Lviv e Khmelnytsky, Zelensky notou que há “civis por todo o lado” nestes alvos dos “terroristas”.

Na verdade, em Dnipro, o líder ucraniano recordou que um “edifício residencial foi destruído”, tratando-se de “um prédio normal de nove andares, como há vários em diversas cidades da Europa de Leste e Central” .

“Todos os pisos deste edifício – desde o segundo ao nono – foram esmagados na explosão do míssil russo. Foi possível salvar dezenas de pessoas – feridas, traumatizadas, que estão a ser tratadas. Entre elas estão crianças, a mais nova tem três anos”, disse, complementando que as operações de resgate e de limpeza ainda estão em andamento, e continuarão durante toda a noite.

“Ainda não se sabe quantas pessoas estão sob os escombros. Infelizmente, o número de mortos cresce a cada hora… Os meus sentimentos aos familiares e amigos”, lamentou.

O terror russo pode ser parado? Sim. É possível fazer isso de forma diferente do que no campo de batalha na Ucrânia? Infelizmente, não. Isso pode e deve ser feito na nossa terra, no nosso céu, no nosso mar. O que é necessário? Aquelas armas que estão nos armazéns dos nossos parceiros e que as nossas tropas tanto esperam”, acrescentou Zelensky.

Na ótica do responsável, não há persuasão ou tempo que faça parar “os terroristas que estão metodicamente a matar pessoas com mísseis, drones comprados no Irão, a sua própria artilharia, tanques e morteiros”.

“O mundo inteiro sabe o que pode parar e como é possível parar aqueles que semeiam a morte”, disse.

Zelensky salientou ainda que o bloco de apartamentos atingido situa-se na rua Naberezhna Peremohy, que é uma ode à vitória contra os nazis na Segunda Guerra Mundial.

“Os russos tomaram conta de tudo daquele inimigo do mundo livre. É óbvio. E devemos fazer tudo o que pudermos para parar o ‘ruscismo’, assim como o mundo livre parou o nazismo”, lançou, agradecendo a todos aqueles que se posicionam ao lado da Ucrânia.

De notar que, segundo o balanço mais recente, registaram-se pelo menos 60 feridos, entre eles 12 crianças, e cinco mortos neste ataque, de acordo com o governador local, Valentyn Reznichenko.

Lançada a 24 de fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia já provocou a fuga de mais de 14 milhões de pessoas, segundo os dados mais recentes da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A entidade confirmou ainda que já morreram 6.952 civis desde o início da guerra e 11.144 ficaram feridos, sublinhando, contudo, que estes números estão muito aquém dos reais.

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