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Conceição: “A faca de Toni Martínez estava direcionada a alguém”

O treinador do F. C. Porto, Sérgio Conceição, fez a antevisão do duelo deste domingo, com o Famalicão, que surge poucos dias depois de Toni Martínez ter assinado um “hat-trick” frente ao Arouca, que valeu o apuramento para os quartos de final da Taça de Portugal. O técnico utilizou uma expressão proferida pelo avançado espanhol no final dessa partida para mostrar aquilo que quer da equipa em todos os momentos.

A equipa minhota também seguiu em frente na prova rainha, depois de vencer o Leixões, num jogo decidido no prolongamento, mas Conceição não acredita que esse tempo extra tenha influência no duelo do Dragão.

“Mas o Famalicão também teve mais um dia de preparação. Não tem influência no jogo de campeonato, frente a uma equipa num bom momento e com um treinador competente. Esta boa série, de quatro vitórias seguidas, só o João Pedro o tinha conseguido em Famalicão no passado recente. Repito, tem bons jogadores, é bem organizada e não precisa de muitas chances para marcar. Contra o Sporting atuou de uma forma, ultimamente de outra, e estamos preparados para diferentes cenários. Temos de ser competentes para ultrapassar o rival e ganhar três pontos”, analisou o treinador.

Questionado sobre os jogadores que mais aprecia no adversário deste domingo, Conceição teve uma resposta curiosa: “Isso é quase falar do mercado (risos), mas não posso entrar por aí. Há jogadores interessantes, de qualidade, como em todas as outras equipas. Mas se falar de um nome, fico em dificuldades”.

Sobre a possibilidade de Toni Martínez saltar para a titularidade depois dos três golos ao Arouca, apenas uma certeza: “Como ele disse no fim do jogo, entrou com a faca nos dentes e tem de entrar sempre assim. Foi direcionado a alguém e a mim cheira-me quem é [risos]. Não me importo nada que joguem revoltados, é sinal que querem jogar mais. Tem é de ser assim em 90 minutos, se assim for estão sempre mais perto de ser protagonistas. Mas os jogos nem sempre correm bem, e não são só os golos – tem de ser sempre assim, para todos os Toni”.

O duelo com os arouquenses marcou o regresso, após lesão de Pepe, “um jogador importantíssimo em toda a vida do clube”. “É o nosso capitão, tem quase 40 anos e manter-se a este nível top, ao nível dos melhores do Mundo, significa muito trabalho, dele, da equipa técnica e do departamento médico”, resumiu.

“Se tivéssemos uns bons milhões”

Apesar de não gostar do mercado de janeiro e raramente falar de contratações ou vendas de atletas, Sérgio Conceição foi confrontado com as aquisições já feitas pelos rivais Benfica e Sporting, enquanto o F. C. Porto tem estado mais discreto.

“Essa é uma pergunta picante… nós olhamos para nós, já falei do mercado de janeiro, do qual não sou fã. Os jogadores que temos no plantel e na equipa B dão muitas garantias, mas se tivéssemos bons milhões para ir buscar um ou outro jogador não diria que não”, referiu, antes de fazer uma análise ao facto de os dragões já terem perdido mais pontos em 15 jornadas do que em todo o campeonato anterior.

“A época passada foi excecional e este ano já perdemos mais pontos do que gostaríamos e temos mais qualidade que isso. Temos de refletir, fazer esse tal exame de consciência e perceber o que não está tão bem. Eu e os jogadores já falámos sobre isso. Fico em dificuldade, porque a dedicação e qualidade de trabalho é muitíssimo boa. Das melhores semanas que tivemos foi a que antecedeu o jogo com o Casa Pia, a equipa esteve muito bem no treino e nada perspetivava aquela falta de eficácia. O jogo é o reflexo daquilo que se faz na semana. Eu já percebi, já falei com os jogadores sobre isso. É muito difícil ser campeão sem derrotas, porque há qualidade e competência em todas as equipas. E, além disso, já não estamos em tempo de vacas gordas, já não temos aqueles jogadores fenomenais. Vejam a equipa que tínhamos em 2017 e a de hoje – só sobram o Otávio e o Ivan [Marcano]”, recordou.

O duelo com o Arouca marcou o jogo 300 da carreira de treinador de Sérgio Conceição que, olhando para trás, pouco ou nada mudaria na forma de estar no futebol. “Todos os dias aprendemos com toda a gente, vamos evoluindo de forma normal. A nível emocional sou exatamente o mesmo, vocês não notam isso? O mais importante seria falar do João Pedro Sousa [treinador do Famalicão], do Ricielli e de tantos outros jogadores, do respeito que o Famalicão nos merece. Mas, olhando para trás, se calhar não devia ter olhado de forma fulminante para o [árbitro] Nuno Almeida, não devia ter tirado o casaco e a braçadeira ter ido com ele. Mas das grandes decisões não me arrependo de nada. Normalmente são bem pensadas. Não me arrependo de nada, claro que cometi muitos erros, mas esses também me ajudaram a melhorar”, resumiu Conceição.

Sobre o facto de ter revelado que Jorge Costa, treinador do Ac. Viseu que vai defrontar o F. C. Porto na Taça de Portugal e na Taça da Liga, estava amuado consigo devido a uma SMS, Conceição foi convidado a esclarecer o assunto, mas: “Por acaso não gosto de novelas, não aprecio, mas não tenho de falar mais sobre isso”.

Por último, para o dérbi de Lisboa entre Benfica e Sporting apenas uma referência de Conceição: “Que seja um bom jogo, que ganhe a melhor equipa, nós temos de nos preocupar connosco”, disse.

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