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Ex-autarca Miguel Reis e Francisco Pessegueiro ficam em prisão preventiva

O ex-presidente da Câmara de Espinho, Miguel Reis, e o empresário da construção Francisco Pessegueiro, detidos no âmbito da Operação Vórtex, vão ficar a aguardar julgamento em prisão preventiva.

As medidas de coação aplicadas aos cinco arguidos do processo foram conhecidas este sábado, ao final da manhã. O chefe da divisão do Urbanismo da autarquia de Espinho, José Costa, ficou suspenso de exercer funções públicas e o empresário Paulo Malafaia sujeito à prestação de uma caução de 60 mil euros.

De referir ainda que todos eles ficarão proibidos de contactarem entre si e com os restantes coarguidos, bem como com as testemunhas do processo.

Miguel Reis, ex-presidente da Câmara de Espinho, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto por suspeitas de ter recebido dezenas de milhares de euros no esquema de corrupção com vista ao licenciamento de empreendimentos de 30 milhões de euros. Nesta operação, também foram detidos José Costa, o arquiteto João Rodrigues e dois empresários do imobiliário e construção.

Medida “é incompreensível”

Em declarações aos jornalistas, o advogado do antigo autarca, Nuno Brandão, contestou a decisão do tribunal, afirmando não lhe parecer “configurável que alguém que renunciou às funções públicas de presidente da Câmara revele perigo de continuar a cometer crimes no exercício de funções públicas”. “É algo que, para mim, é incompreensível”, referiu. Além disso, lamentou que, “não havendo, ainda, uma declaração de culpa”, se tenha decidido colocar Miguel Reis em preventiva.

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