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MNE chinês termina no Egito périplo por África

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Qin Gang, reuniu-se em separado com o Presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sissi, e com o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul-Gheit. Encontrou-se também com o seu homólogo egípcio, Sameh Shoukry.

Numa conferência de imprensa conjunta, o ministro Sameh Shoukry disse que as conversações abordaram as relações sino-egípcias e o aumento do turismo chinês no país do Médio Oriente, que durante anos luta para reavivar o seu setor turístico vital.

Os dois ministros disseram que também discutiram questões regionais, incluindo o conflito israelo-palestiniano. As tensões aumentaram após o regresso ao poder, no mês passado, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que lidera um Governo de direita e religiosamente conservador em Israel.

Em resposta à pergunta de um jornalista chinês, Qin Gang exortou Israel a “parar com as incitações e provocações, e a abster-se de tomar ações unilaterais que possam agravar a situação”.

Apelou também à “manutenção do status quo” no local sagrado mais importante de Jerusalém, depois de um ministro ultranacionalista do Governo israelita o ter visitado no início do ano a Esplanada das Mesquitas. A visita suscitou uma condenação feroz de todo o mundo muçulmano e uma forte crítica dos Estados Unidos.

No encontro com Abdel Fattah el-Sissi, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês disse que Pequim continuará a investir em projetos de infraestruturas do Egito, incluindo os que têm ligações com as iniciativas “China´s Belt” e “Road Initiative”, de apoio de milhares de milhões de dólares para financiar infraestruturas na Ásia, Europa e África.

A China investiu milhares de milhões de dólares em projetos liderados pelo Estado egípcio, como a Zona Económica do Canal de Suez e a nova capital administrativa, que está a ser construída a leste do Cairo.

Qin Gang chegou ao Cairo no sábado à tarde. A sua viagem de uma semana incluiu a Etiópia, onde é a sede da União Africana, bem como ao Gabão, Angola e Benin. Foi a primeira viagem de Qin Gang ao estrangeiro após a sua nomeação em dezembro.

A viagem a África acontece um mês após o Presidente norte-americano Joe Biden ter recebido dezenas de líderes africanos em Washington, prometendo financiamento governamental e investimento privado para ajudar o continente a desenvolver-se nos campos da saúde, infraestruturas, negócios e tecnologia.

Durante mais de três décadas, os ministros dos Negócios Estrangeiros chineses iniciaram os seus mandatos visitando África, cuja população crescente (como continente) rivaliza com a da China. Pequim tem investido fortemente em infraestruturas em países africanos, incluindo estradas, infraestruturas energéticas, telecomunicações, caminhos-de-ferro e hospitais.

Os grupos e fundos financeiros chineses também concederam empréstimos a África no valor de 160 mil milhões de dólares entre 2000 e 2020, de acordo com a Base de Dados de Empréstimos Chineses a África.

Qin Gang afirmou na semana passada que a China tem sido o maior parceiro comercial de África nos últimos 13 anos, prevendo-se que o comércio mútuo exceda 260 mil milhões de dólares em 2022.

Além de fornecer vacinas contra a covid-19 a África, a China financiou a construção de uma nova sede para o Centro Africano de Controlo de Doenças na capital da Etiópia, Adis Abeba. O novo centro foi inaugurado na semana passada durante a visita de Qin Gang.

Leia Também: Covid. OMS pede a Pequim “mais dados e transparência” após 60 mil mortes

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