a-tres-meses-da-leitura-do-acordao,-rui-pinto-reafirma-se-arrependido-do-football-leaks

A três meses da leitura do acordão, Rui Pinto reafirma-se arrependido do Football Leaks

O criador da plataforma eletrónica Football Leaks, Rui Pinto, admitiu hoje – no encerramento das alegações finais do julgamento – que violou a lei, mas reiterou o seu arrependimento, valorizando a aprendizagem dos últimos anos.

Instado pelo coletivo de juízes a exercer o seu direito de falar, o principal arguido do processo, agora com 34 anos de idade, notou que o seu advogado, Francisco Teixeira da Mota, já tinha abordado o essencial, concentrando-se, por isso, apenas na questão do seu arrependimento.

“O Ministério Público e os advogados estão equivocados se consideram que não há um arrependimento sincero da minha parte. Não vou dizer que tenho a vida destruída, porque ainda estou vivo e enquanto há vida, há esperança… Mas tive comportamentos errados que violam a lei, claramente. Nada justifica violar caixas de correio de advogados, os advogados têm direito ao sigilo profissional, pese embora as repercussões do Luanda Leaks”, afirmou.

De seguida, também o outro arguido deste caso, o causídico Aníbal Pinto, optou por falar uma última vez perante o coletivo de juízes para reafirmar a sua conduta ao longo de todo o processo, repetindo a lisura da sua atuação face ao crime de tentativa de extorsão pelo qual responde neste julgamento.

“Ao longo de mais de 60 anos de vida nunca cometi qualquer crime”, disse o antigo advogado de Rui Pinto, continuando: “Em prol da minha defesa, gostava que ficasse claro que em nenhum momento o meu comportamento foi criminalmente reprovável”.

As intervenções dos dois arguidos fecharam as alegações finais do julgamento, com o coletivo de juízes a agendar para 28 de abril, às 10H00, a leitura do acórdão. Contudo, Margarida Alves assumiu a possibilidade de alterações não substanciais dos factos e da qualificação jurídica, o que ainda poderá levar a um adiamento da sentença.

O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 07 de agosto de 2020, “devido à sua colaboração” com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu “sentido crítico”, mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.

Compartilhe nas redes sociais

Benvindo(a) à Radio Manchete. 📻

Ouvir 📻
X