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Estudo internacional conclui que cobalto em excesso pode provocar cancro

O cobalto em excesso pode provocar cancro, sendo que, para a população em geral, a alimentação é a principal fonte de exposição àquele metal, conclui um estudo internacional divulgado pela Universidade do Minho (UMinho) esta segunda-feira.

Em comunicado, a UMinho refere que o estudo envolveu 31 cientistas de 13 países, incluindo uma investigadora daquela universidade, e foi efetuado a convite da Agência Internacional de Investigação em Cancro (IARC), da Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas.

“Para a população em geral, a alimentação é normalmente a principal fonte de exposição ao cobalto. A exposição pode também ocorrer através do ar ambiente, do fumo de tabaco e de implantes médicos“, sublinha o comunicado.

A equipa fez a revisão de centenas de artigos científicos, compilando informação relevante de estudos epidemiológicos e evidências de experiências em animais e células primárias humanas.

A avaliação classificou o cobalto metálico e os sais solúveis de cobalto como “provavelmente cancerígenos para os seres humanos”.

Já os óxidos de cobalto e as ligas de tungsténio de munições foram classificadas como “possivelmente cancerígenos para os seres humanos”.

“A comunidade médica leva muito a sério a avaliação da IARC e, ao nível da legislação, quando uma substância passa a ser considerada cancerígena, os países ponderam seriamente retirá-la de produtos de consumo humano e animal”, diz Paula Marinho Reis, professora do Departamento de Ciências da Terra da UMinho, que participou no estudo.

A exposição ocupacional ao cobalto ocorre, sobretudo, durante processos de refinação e produção de cobalto metálico, produção de compostos de cobalto e materiais dentários, utilização de ferramentas de corte de diamante-cobalto, pintura de placas com pigmentos de cobalto, fabrico de baterias de níquel-hidrogénio, na indústria metalúrgica e na reciclagem de resíduos eletrónicos.

“Países como França e Canadá têm desenvolvido, à escala nacional, estudos sobre a dieta das populações com o objetivo de avaliar a exposição a este e a outros metais, analisando matrizes biológicas como sangue e urina. Quando as evidências sugerem que, para a população, a dieta é a principal via de exposição, estes estudos tornam-se importantes”, acrescenta Paula Marinho Reis.

O estudo, que analisou o potencial cancerígeno de nove agentes químicos, concluiu ainda que o antimónio trivalente é também “provavelmente cancerígeno para os seres humanos”.

O antimónio é utilizado em baterias de chumbo, ligas de chumbo, plásticos, vidro, cerâmica, discos de embraiagem, entre outros, sendo ainda encontrado no ambiente (água, ar, solo) e no tabaco.

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