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“Lutar também é zelar pelos direitos dos nossos alunos”

“Quando estamos em luta, também estamos a zelar pelos direitos dos nossos alunos”. Carla Carvalho, 46 anos, professora no Agrupamento de Escolas Rainha Dona Leonor, estava entre as centenas de docentes que se concentraram esta segunda-feira de manhã no Rossio, em Lisboa. Quando questionada acerca do impacto que a greve estará a ter nos alunos e encarregados de educação, a docente defendeu que o protesto é também uma forma de educação e assegurou estar a receber apoio por parte dos pais dos seus alunos.

O início da semana trouxe uma nova onda de greves distritais por parte dos professores, que se reuniram esta segunda-feira, 16 de janeiro, no Rossio, em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas, Mário Nogueira revelou que o ministério da Educação está a pressionar as escolas para continuarem abertas, mesmo que tenham apenas um professor.

“O que é que temos de fazer perante isto? Ter ainda mais greve”, defendeu o dirigente da Fenprof.

Uma das manifestantes, Carla Carvalho, apontou ao JN algumas das razões que a levam a protestar. “Não progressão na carreira, as questões da avaliação, o excesso de carga burocrática e a impossibilidade técnica de ascendermos ao topo da carreira em tempo útil”, explicou a professora do Agrupamento de Escolas Rainha Dona Leonor, que dá aulas há 24 anos.

Já a professora Cristina Proença, de 47 anos, exige ainda o fim das quotas do quinto e sétimo escalão, “onde os professores ficam estagnados”. “Sou efetiva há 25 anos e nem a meio da carreira cheguei”, revelou a docente do agrupamento de escolas Escultor Francisco dos Santos ao JN.

Também Olga Saúde, professora do agrupamento de escolas Ruy Belo, em Sintra, participou no protesto para “lutar pelos interesses dos professores”. “Estamos num momento crucial em que devemos ter muita união a nível dos vários sindicatos”, disse ao JN a docente de 60 anos.

Membro do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa há quase 30 anos, Olga Saúde lamentou a falta de melhorias nas condições da profissão.

A greve, que teve início esta segunda-feira, foi convocada por oito organizações sindicais: Fenprof, a ASPL, a Pró-Ordem, o SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU.

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