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“Há espaço para uma melhoria mais significativa dos salários”

O ex-ministro das Finanças Fernando Teixeira dos Santos defendeu, esta terça-feira, uma “melhoria significativa” dos salários, de forma a seguir a recomendação da Comissão Europeia de que há margem para um aumento salarial em Portugal em 2023.

Em declarações na CNN Portugal, o antigo governante lembrou, tal como já havia defendido em intervenções anteriores, que lhe parece “haver espaço para uma atualização de salários um pouco superior àquela que de facto se concretizou”

“Eu penso que o risco de os salários poderem gerar uma espiral de inflação é se estes estiverem a subir mais do que a inflação, o que não tem sido o caso”, começou por dizer.

“De facto, a inflação resultou de um choque externo, que está a traduzir-se numa perda do poder real de compra dos rendimentos dos portugueses, em particular dos salários, e creio que as atualizações salariais que estão a ser efetuadas ficam muito aquém da inflação, que excedeu os 8% este ano, e que se traduz em 2022 já numa quebra do poder que compra e que me leva a querer que o mesmo sucederá em 2023“, acrescentou.

Desta forma, o também economista esclareceu: “Daí eu considerar que há espaço para uma melhoria mais significativa dos salários, atenta a evolução da inflação e ao nível elevado a que ela se vai manter este ano e mesmo no próximo ano”

Confrontado com o facto de Fernando Medina ter rejeitado a necessidade de haver este ano um novo aumento dos salários e interrogado sobre um possível “receio” do atual ministro das Finanças, Teixeira dos Santos considerou que lhe parece “acertada” esta “orientação” de “prudência orçamental”.

Creio que insere-se essencialmente numa orientação que me parece acertada – tenho de o dizer – de prudência orçamental. De evitar aumentos significativos da despesa orçamental que, num ambiente de incerteza como aquele em que vivemos, podem vir a comprometer o seu equilíbrio e colocar as finanças públicas numa situação de fragilidade”, notou.

Contudo, para o antigo governante, apesar desta prudência, a atualização salarial poderia ser superior sem “pôr em risco a saúde” das finanças públicas.

“Todavia, apesar dessa prudência, e não descurando a sua importância, mesmo assim parece-me que, no domínio do setor público, a atualização salarial poderia ser superior àquela que foi ou acabou por ser acordada com os sindicatos, sem pôr em risco a saúde das nossas finanças públicas e mais, sem pôr em risco a inflação que de facto há que combater”, rematou.

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