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Guerra obrigou Alemanha a ser mais independente em termos de energia

O líder do Governo alemão explicou, numa intervenção no Fórum Económico Mundial, que decorre esta semana em Davos, na Suíça, que as mudanças registadas no seu país desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, se tornaram imprescindíveis depois de se perceber a grande dependência da Alemanha face ao gás russo.

Atualmente “o abastecimento de energia para este inverno está assegurado”, congratulou-se, assegurando que as instalações de armazenamento de energia alemãs estão “bem cheias” graças à melhoria da eficiência, à solidariedade dos parceiros europeus e à vontade das empresas e de milhões de cidadãos em poupar energia.

“Como resultado, os preços da energia tiveram uma grande queda recentemente. As nossas medidas para reduzir a carga dos cidadãos e das empresas estão a funcionar”, disse o chanceler.

Segundo Scholz, também a inflação está a diminuir e a produção industrial na Alemanha manteve-se “estável” durante os últimos meses “contra todos os prognósticos”.

O chanceler adiantou que “a Alemanha mostrou que pode ser flexível e rápida e não ser burocrática”, um cenário que pretende tornar uma referência “para a transformação da economia como um todo”.

“Sim, o ano passado trouxe mudanças fundamentais para a Alemanha e para a Europa. Mas a Alemanha também mudou de maneira fundamental”, insistiu Scholz, que garantiu que o seu país está “a pressionar, de forma decisiva, a descarbonização” da sua indústria.

“A nossa transformação numa economia neutra em termos de clima, uma tarefa crucial do nosso século, assume agora uma dinâmica totalmente nova”, disse o governante alemão, defendendo que isso acontece “não apesar mas sim por causa da guerra russa e da consequente pressão sobre os europeus para uma mudança”.

“É absolutamente claro para todos – quer sejam um líder empresarial, um ativista climático, um especialista em políticas de segurança ou um investidor – que o futuro pertence apenas às [energias] renováveis”, acrescentou o chanceler, argumentando que a situação tem tanto a ver com “razões de custo, ambiente e segurança como, a longo prazo, com o facto de as energias renováveis prometerem mais benefícios”.

O Fórum Económico Mundial começou na segunda-feira a sua reunião anual, em Davos, que decorre até ao próximo dia 20, com a presença de mais de 50 chefes de Estado e de Governo.

O título da reunião deste ano é “Cooperação num mundo fragmentado”, focado na procura de soluções para a atual crise económica, energética e de alimentos, segundo a organização do evento.

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