Novo Astérix chega à China com o humor clássico e novas preocupações como o veganismo


O filme narra a louca aventura oriental de Astérix (Guillaume Canet) e Obélix (Gilles Lellouche) – acompanhados, claro, do fiel cachorro Idefix – para ajudar uma princesa em apuros que pretende fugir do seu reino, refere a agência de notícias Efe.


Os “bandidos” da história recorrem, por sua vez, a César (Vincent Cassel) à procura de apoio e este vê na conquista das lendárias terras chinesas a forma perfeita de mostrar à sua amada Cleópatra (Marion Cotillard) quem `manda em casa`, embora esta pretenda queira trocá-lo pelo seu `personal trainer`.


“Foi muito difícil com a pandemia, porque era para irmos para a China, fizemos muita investigação, começamos a construir alguns cenários… Mas então tivemos que destruir tudo”, contou Guillaume Canet – que para além de interpretar Astérix dirige a sua primeira grande produção — durante a apresentação do filme à imprensa em Paris.


Com doses de humor absurdo e a explorar descaradamente clichês culturais, o Astérix de Canet traz os elementos clássicos da história aos quadradinhos de René Goscinny e Albert Uderzo, temperados com doses de feminismo, veganismo e até novas masculinidades.


Há “humor” e há “emoções”, algo que este conhecido rosto do cinema francês queria muito destacar, que não se preocupa muito com os debates que o seu filme pode provocar – mesmo em plena discussões sobre os limites de humor – além de ser divertido.


“Não importa o que fazemos, as pessoas falam. Por isso, existem dois caminhos na vida: ou falamos ou fazemos”, sublinhou Canet.


Guillaume Canet não planeava interpretar Astérix, pois estava previsto assumir o papel de César. No entanto, os produtores do filme convenceram-no a estrelar o filme e a deixar o papel de líder romano para Cassel, que juntamente com Cotillard formam uma dupla controversa e ambiciosa.


“É um casal em crise, ambos são superpoderosos, mas na hora da crise são apenas seres humanos normais”, explicou Cotillard, destacando essa parte do seu papel como a mais interessante de interpretar.


Criar uma versão cómica de Cleópatra e fazer “comédia” sem deixar de retratar uma mulher poderosa do seu tempo foi a outra grande vantagem dessa oportunidade para a vencedora do Óscar por “La Vie en rose”, que apesar de ser uma estrela de classe mundial sente falta de ser capaz de fazer as pessoas rirem mais no grande ecrã.


“Engoli areia”, contou, depois, entre gargalhadas, sobre uma filmagem em que até um dos filhos que tem com Canet, Marcel, participou, interpretando o jovem Asterix.


É por essa faceta cómica da produção que Cotillard garante que não prestou atenção à polémica que surgiu em França pela sua escolha, enquanto atriz branca, para interpretar a icónica rainha egípcia.


“Não me importa que as pessoas pensem que não sou a pessoa certa, porque este não é o tipo de filme para ter esse tipo de discussão”, analisou.


Cotillard garantiu, de resto, que é uma figura comprometida com os problemas atuais, desde o consumo responsável até os protestos no Irão, mesmo sabendo que cada um tem que lidar com suas próprias “contradições”.

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