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PGR confirma buscas no Eurobic. Estarão ligadas a Isabel dos Santos

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) realizou, esta quarta-feira, buscas judiciais nas instalações das sede do banco Eurobic, em Lisboa.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a operação ao Notícias ao Minuto, depois de a informação ter sido avançada esta tarde pelo Observador, apontando ainda que foram realizadas “em execução de pedido de cooperação judiciária internacional recebido das autoridades angolanas”.

“As diligências têm lugar em empresas de consultoria e numa entidade bancária e são dirigidas pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal”, afirmou o comunicado, sem confirmar que Isabel dos Santos é o foco das buscas.

Segundo avança o mesmo jornal, as buscas foram realizadas para apreender documentos relevantes para um dos 17 inquéritos que envolvem a empresária angolana Isabel dos Santos. Dando ainda conta de que a consultora PwC e o ex-sócio de Isabel dos Santos, Jaime Esteves, também foram alvos de buscas, na terça-feira.

Acrescentam ainda que o juiz Carlos Alexandre está também no terreno para “a validação imediata da apreensão de documentação”.

A Visão adianta que a carta rogatória enviada pela Procuradoria-Geral da República angolana para a congénere portuguesa solicitava a apreensão de documentos nas duas consultoras, entidades que, segundo a investigação angolana, apenas terão servido para o desvio de dinheiro da Sonangol. Por sua vez, nos processos em Portugal, a empresária tem alegado que ambas as consultoras prestaram, efetivamente, serviços à petrolífera angolana no âmbito de um processo de reestruturação levado a cabo durante o seu mandato.

O universo de investigações a Isabel dos Santos, em Portugal, não se circunscreve ao alegado desvio de fundos da Sonangol. Ao todo, correm 17 processos contra a empresária angolana, escreve a revista, adiantando que, segundo fonte judicial, o resultado destas investigações deverá, em grande parte, ser remetido para Angola, país onde terão ocorrido os crimes precedentes ao branqueamento de capitais de que Isabel dos Santos é suspeitas em Portugal.

Em dezembro de 2022, o Tribunal Supremo angolano determinou o arresto preventivo dos bens de Isabel dos Santos, avaliados em mil milhões de dólares (941 milhões de euros), nomeadamente 100% das participações sociais da empresa Embalvidro, onde a arguida é beneficiária efetiva.

Segundo o acórdão, revelado pela agência Lusa, a câmara criminal do TS referiu que o arresto abrangia também a todos os saldos bancários de depósitos à ordem tituladas ou co-tituladas, sedeadas em todas as instituições bancárias, incluindo as contas de depósito a prazo, outras aplicações financeiras que estejam associadas ou dossiês de títulos em nome de Isabel dos Santos.

O despacho do supremo tribunal angolano, datado de 19 de dezembro de 2022, indicou que, entre os bens indicados a arrestar, estão 70% das participações sociais na empresa UPSTAR Comunicação que a “arguida é beneficiária efetiva”.

[Notícia atualizada às 19h21]

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