Quanta droga tiraram da rua os populistas?

Pensei escrever sobre o tema há umas semanas, quando vi Rui Moreira fazer uma conferência de imprensa, tendo um acampamento de toxicodependentes como cenário, para anunciar a vontade de criminalizar o consumo público de droga. Usar a tragédia de pessoas como pano de fundo para a promessa de as punir ilustra a ausência de mínimos de sensibilidade humana. Andamos muito concentrados na corrupção, e devemos. Mas ela não é o único traço de personalidade política que ajuda a determinar o caráter de um governante. Quanta simpatia pensa Moreira ter lucrado com a utilização da desgraça e da doença para defender uma via securitária? Bastante, provavelmente.

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