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Quatro formas de travar o impacto da subida dos juros no crédito da casa

As taxas de juro têm vindo a aumentar nos últimos meses, o que faz aumentar as Euribor e, por consequência, as prestações de muitos portugueses que têm crédito à habitação com taxa variável. Contudo, há algumas formas de minimizar este impacto, de acordo com o Doutor Finanças. 

A empresa especializada em finanças pessoais revela, em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, quatro formas de travar o impacto da subida dos juros. Fique a par: 

1. Alterar a modalidade de juros: taxa fixa e taxa mista – “Devemos ter em conta que podemos alterar o nosso regime de juros para uma taxa fixa ou mista. No caso da taxa fixa, o nosso contrato de crédito habitação não fica sujeito à subida e descida dos juros. A taxa aplicada é a mesma até ao final do contrato.

Contudo, devemos ter em atenção que uma taxa fixa é sempre mais elevada em comparação a uma taxa variável, pelo menos no início do contrato. 

Por outro lado, um crédito com taxa mista permite fixar a TAN no período inicial do contrato (pelo tempo acordado). Desta forma, os titulares de crédito podem beneficiar de um período mais estável no início do contrato, ficando depois sujeitos à variação da Euribor.”

2. Transferir o crédito habitação – “A transferência de um crédito habitação para outra entidade pode ser vantajosa, mesmo que não alteremos a modalidade de juros do nosso contrato e a Euribor continue a subir. Regra geral, quando pretendemos transferir o crédito habitação para outro banco, este está disposto a oferecer melhores condições para angariar um novo cliente.

No entanto, este passo nunca deve ser dado sem antes analisarmos várias propostas. Só assim garantimos que beneficiamos das melhores condições. Em termos de redução de encargos, transferir o crédito habitação permite, por norma: reduzir o nosso spread; reduzir o valor dos seguros obrigatórios do crédito, estipular novas condições, remover produtos que tínhamos associados ao contrato anterior, alterar com maior facilidade a maturidade do contrato, e até ter uma nova avaliação do imóvel que valorize o valor da casa. Em alguns casos, as novas condições contratuais podem gerar uma poupança a longo prazo mais atrativa.”

3. Recorrer a um crédito multifunções – “Outra das possibilidades é recorrer a um reforço hipotecário através de um crédito multifunções, caso o nosso LTV (rácio entre o valor que o banco empresta para comprar a sua casa e o valor da mesma) o permita.

Desta forma, o nosso crédito habitação pode ajudar a liquidar um ou mais empréstimos contratados. Assim, conseguimos travar o impacto da subida dos juros, uma vez que, com esse valor adicional, podemos liquidar por completo a dívida de um cartão de crédito ou até de um crédito automóvel.

Um crédito multifunções tem condições diferentes em comparação a um crédito habitação. Por norma, aplicam-se spreads ligeiramente mais elevados.”

4. Optar pela consolidação de créditos – “Por fim, para travar o impacto da subida dos juros temos a possibilidade de consolidar todos os nossos créditos ao consumo. O crédito consolidado pode incluir um crédito pessoal, crédito automóvel, cartões de crédito e outro tipo de créditos aos consumidores.

A consolidação de créditos é uma solução financeira que permite a junção de vários créditos num só. Dado que é aplicada, por norma, uma taxa mais baixa em comparação a outros créditos, conseguimos obter uma única prestação mensal mais barata. Há quem consiga poupar até 60% do valor total das suas mensalidades. Com esta poupança, podemos amortizar o nosso crédito habitação. Para este tipo de financiamento, não podemos estar em incumprimento em nenhum dos créditos.”

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