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AAC/OAF com conta penhorada por dívida às Finanças

FOTO DB/PEDRO RAMOS

A Associação Académica de Coimbra viu a principal conta bancária do Organismo Autónomo de Futebol (OAF) penhorada, face a uma dívida antiga de 160 mil euros às Finanças, afirmou hoje o presidente daquele clube de futebol.

A informação foi avançada numa entrevista do presidente do clube, Miguel Ribeiro, ao jornal Diário de Coimbra e confirmada pelo próprio à agência Lusa.

“Fomos surpreendidos com esta penhora. Quando houve passagem de pastas, pedimos ao mandatário da anterior direção, o vice-presidente Afonso Pedrosa, toda a documentação que envolvesse a Académica em questões judiciais ou de litígio e não nos forneceu este processo”, explicou o responsável da Associação Académica de Coimbra (AAC/OAF), recordando que a atual direção já teve problemas no passado com falta de documentação por parte dos responsáveis do clube no anterior mandato.

Segundo o dirigente desportivo, o valor diz respeito a uma dívida da OAF (e não da Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas – SDUQ) de 160 mil euros “que vem de 2011 ou de 2012”.

De acordo com Miguel Ribeiro, foi penhorada a principal conta da OAF, tendo já sido executados 46 mil euros da penhora, em resultado da dívida à Autoridade Tributária.

“Estamos a tentar recuperar o valor e já fomos às Finanças pedir um plano prestacional para pagamento em 60 prestações e estamos dispostos a pagar a partir desse plano”, afirmou à Lusa o presidente da AAC/OAF.

Miguel Ribeiro espera que a Autoridade Tributária seja “sensível” à situação financeira do clube de futebol que milita no terceiro escalão nacional e devolva o dinheiro.

“Se não nos devolverem o dinheiro, teremos mais dificuldades, mas arranjaremos forma de as ultrapassar”, aclarou.

Questionado pela agência Lusa sobre o processo relativamente à utilização do Estádio Cidade de Coimbra para os concertos dos Coldplay, Miguel Ribeiro referiu que o contrato “está em fase de formalização com a promotora” Everything is New, responsável pela realização dos espetáculos que vão decorrer em maio.

O presidente da AAC/OAF referiu que, para além do valor acordado pela cedência do estádio, deverão ser feitas obras que estima que se fixem num valor de cerca de 500 mil euros.

“Haverá obras de melhoria, de manutenção das cadeiras, casas de banho, limpeza e até recuperação da canalização. Há cerca de seis anos que não era feita manutenção e era necessária, até para se criarem as condições para que um evento daqueles se possa realizar, porque o estádio não estava preparado para isso”, esclareceu.

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