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Grupo Wagner está a recrutar (no Pornhub) combatentes para a guerra

Para fazer face às recorrentes baixas sofridas na linha da frente na Ucrânia, o grupo mercenário russo Wagner tem colocado em andamentos várias iniciativas para recrutar novos combatentes. Facto é que, naquele que é o maior site de conteúdos pornográficos do mundo, o Pornhub, estão já a circular anúncios com essa mesma finalidade, segundo avança a Radio Free Europe/Radio Liberty.

Segundo a organização de caráter jornalístico, que tem visto a liderança russa a apresentar constantes obstáculos à sua operação, todos os que entram no referido site a partir da Rússia sem recorrer a um VPN ou a ‘ad-blocks’ serão confrontados com um anúncio que interpela o espetador a juntar-se ao grupo Wagner, em vez de estar a ver pornografia.

No anúncio, fica ainda claro que este grupo mercenário está, de momento, em busca de recrutas “de todas as regiões da Rússia”, para aquele que se apresenta a si próprio como o “exército privado mais fixe do mundo”.

O cofundador e líder do grupo mercenário, Yevgeny Prigozhin, confirmou, entretanto, que o anúncio foi intencionalmente colocado no site do Pornhub.

“A colocação do anúncio em sites pornográficos é uma boa ideia dos nossos especialistas de marketing. Concordo plenamente com eles. O anúncio apela: ‘Vá lutar com a campanha militar privada do grupo Wagner, pare de se masturbar. E quem discorda disso?”, explicou Yevgeny Prigozhin numa publicação na rede social Telegram.

De recordar que, na semana passada, o fundador do grupo Wagner tinha anunciado a abertura de centros de recrutamento em 42 cidades russas, tendo-se mostrado, nesse momento, preocupado com a capacidade militar decrescente das suas forças (e, também, do exército russo) – urgindo a que algo fosse feito para combater essa realidade.

Isto após ter já sido noticiado que o grupo estará ainda a recrutar reclusos de vários estabelecimentos prisionais da Rússia – algo que, de acordo com peritos da ONU, pode ser considerado um crime de guerra.

Desde o início da guerra, que se iniciou a 24 de fevereiro do ano passado, os países da NATO e da União Europeia apressaram-se a disponibilizar apoio financeiro, militar e humanitário para ajudar a Ucrânia a fazer face à invasão da Rússia. O país invasor, por outro lado, foi alvo de pacotes de sanções consecutivos (e concertados) aplicados pelos parceiros de Kyiv.

Até agora, mais de 8 mil civis já morreram, ao passo que mais de 13 mil ficaram feridos na sequência dos combates no terreno, segundo os cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU).

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