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Demitido chefe da polícia grega após confrontos com manifestantes

Constantinos Skoumas foi demitido menos de dois meses depois de ter sido confirmado naquele cargo, de acordo com o gabinete do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis

O afastamento surgiu após a polícia ter sido criticada pela forma como lidou com os protestos que irromperam após o acidente em que dois comboios colidiram perto da cidade de Larissa, causando a morte de 57 pessoas.

“Vamos aprender com os nossos erros”, disse hoje Mitsotakis, numa viagem de campanha a Atenas. “Um erro só se torna um erro se se repetir”, acrescentou.

Segundo o governo grego, a nomeação de um novo chefe de polícia “visa uma implementação mais eficaz dos planos operacionais de uma força policial moderna relativamente à segurança dos cidadãos”.

Durante a última manifestação, ocorrida na quinta-feira, uma força da polícia de choque foi filmada a espancar manifestantes pacíficos na Praça Syntagma, no centro de Atenas.

Horas mais tarde, um reboque da polícia encostou-se a um grupo de manifestantes que tentava bloquear uma rua da capital com contentores, derrubando um deles no chão.

O desastre ferroviário desencadeou semanas de protestos, alguns deles violentos, que pressionaram o governo conservador de Mitsotakis numa altura em que há eleições marcadas para maio.

O ministro dos Transportes demitiu-se após o desastre. O gestor da estação em serviço na altura do acidente e três outros funcionários ferroviários foram acusados e enfrentam a condenação a longas penas de prisão.

Os sindicatos há muito que tinham alertado para as falhas dos caminhos-de-ferro da Grécia, descrevendo uma rede que estava subfinanciada, com falta de pessoal e propensa a acidentes, após uma década de cortes nas despesas e financiamento.

O ministro interino dos Transportes, Georgios Gerapetritis, referiu que os serviços ferroviários, suspensos após o acidente, seriam retomados gradualmente a partir de 22 de março, com normalização total até 16 de Abril.

Os sistemas de segurança automatizados nas linhas férreas serão instalados até ao final de setembro, estimou ainda.

Leia Também: Mais de 40 mil gregos exigem responsabilidades por acidente ferroviário

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