10 de Dezembro, 2023

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Livro de crónicas Lobo Antunes tem prefácio do psiquiatra Daniel Sampaio

Livro de crónicas Lobo Antunes tem prefácio do psiquiatra Daniel Sampaio

No prefácio, Daniel Sampaio afirma que as 187 crónicas “reunidas neste volume são uma demonstração clara da sua [Lobo Antunes] criatividade e da capacidade de falar dos temas do quotidiano ao leitor comum”.

“Os temas são muito variados e embora o conjunto tenha grande coerência, qualquer um de nós pode ler estas crónicas como quiser, sem se preocupar em seguir uma ordem” acrescenta o psiquiatra que refere: “Como terapeuta familiar, interessaram-me sobretudo as que escreveu sobre a família, pais, irmãos, avós, tios e primos, numa extraordinária galeria de personagens inesquecíveis”.

António Lobo Antunes, 81 anos, médico psiquiatra e um dos escritores portugueses mais premiados, para combater a depressão que diz existir em todas as pessoas, escreve romances nos quais fala da solidão, da morte, do amor, da loucura e, invariavelmente, da guerra colonial, em que participou.

Estreou-se literariamente em 1979 com ‘Memória de Elefante’, a que se seguiu ‘Os Cus de Judas’.

O seu anterior livro de crónicas foi publicado em 2021.

Também no próximo mês, no dia 17, chega aos escaparates das livrarias ‘As Minhas Estúpidas Intenções’, obra de estreia do italiano Bernardo Zannoni, aos 21 anos.

Com esta obra, Zannoni venceu vários prémios literários, entre eles o Prémio Campiello.

‘As Minhas Estúpidas Intenções’ foi traduzido para português pelo poeta Vasco Gato.

Esta é “a história de Archy, um macho de fuinha nascido na miséria, mutilado ainda jovem por um acidente e vendido como escravo pela mãe a um raposo usurário chamado Solomon que, considerando-o esperto, resolve ensiná-lo a ler a Bíblia em segredo”, adianta a editora portuguesa.

“Este conhecimento faz de Archy um milagre da zoologia, mas também um ser estranho que acaba por não encaixar em lugar nenhum. À medida que a vida de Archy é transformada pela descoberta da escrita — e de uma entidade bastante ambígua chamada Deus –, ele começa paradoxalmente a ter saudades da sua velha existência guiada pelo instinto, mas não pode desaprender o que aprendeu, nem conciliar as suas pulsões mais selvagens com dilemas éticos ou o seu desejo de transcendência com as suas necessidades animais”, acrescenta a D. Quixote.

“Escrever sobre a sua vida e passar a outros o conhecimento é a tentativa de Archy de vingar o destino a que a mãe, afinal, o quis condenar”, refere a mesma fonte.

Zannobi, atualmente com 28 anos, não gosta de viajar de avião, e vive em Sarzana, no notoroestete em Itália, próximo de Génova, na província de Spzia, e em breve publicará um novo livro, ’25’.

No final de outubro, dia 31, é publicado pela primeira vez em Portugal ‘Libertação’, do autor eslovaco de origem húngara Sándor Márai (1900-1989).

Com tradução para português por Piroska Felkai, professora da Universidade Nova de Lisboa, é publicado ‘Libertação’, romance que tem como pano de fundo as vésperas da ocupação da capital húngara pelo Exército soviético, na II Guerra Mundial, em finais de 1944.

O romance narra a procura de um refúgio, pela filha, para um conhecido astrónomo e matemático, que, devido às suas simpatias liberais, foi perseguido pela Gestapo nazi e pelo Partido da Cruz Flechada.

A filha de 25 anos procura refúgio para o pai, depois de o deixar em segurança num minúsculo esconderijo subterrâneo. Erzsébet refugia-se na cave do prédio em frente, juntamente com os habitantes, onde permanece durante as quatro semanas que dura o cerco do Exército Vermelho a Budapeste.

“Nesse submundo escuro, fétido e caótico, onde as pessoas se amontoam em colchões e as tensões estão ao rubro, Erzsébet nunca deixará de acreditar que a ‘libertação’ há de vir, que os russos chegarão em breve e que tudo irá mudar”, até que, “finalmente, nas primeiras horas do dia 19 de janeiro, o primeiro soldado soviético aparece à porta do abrigo, mas nada será como Erzsébet tinha imaginado”, adiantam em comunicado as Publicações D. Quixote que chancelam a obra.

Também em outubro, no dia 3, a D. Quixote reedita o romance de estreia da britânica Zadie Smith, ‘Dentes Brancos’, com tradução de Manuel Cintra.

A autora, nesta obra, dá a conhecer três famílias inglesas de diferentes estatutos – os Jones, os Iqbal e os Chalfen -, nos finais do século XIX, cujas vidas se interligam, “pessoal, politica, historica e geneticamente”.

“De raças diferentes, de religiões diferentes e de diferentes lados da nunca esquecida barreira colonial, têm uma coisa em comum: um pequeno bairro no norte de Londres onde todo o tipo de extremismo faz parte do quotidiano e os dilemas das gerações anteriores são obsessivamente remoídos pelo presente”.

Este romance antecipa a publicação, no próximo ano em Portugal, do mais recente romance da escritora, ‘The Fraud’ (‘A Fraude’), disse à agência Lusa fonte da editora do Grupo LeYa.

No dia 10 de outubro é publicado ‘Tivemos de Remover este Post’, da autora neerlandesa Hanna Bervoets, numa tradução de Leonor Ravens, que aborda o fenómeno das redes sociais.

A protagonista, Kayleigh, aceita um emprego como moderadora de conteúdos de uma rede social, cujo nome está absolutamente proibida de mencionar.

“O seu trabalho consiste em decidir, segundo regras muito apertadas e em constante mudança, que textos, vídeos ou fotos devem ser removidos da plataforma, passando grande parte dos dias a testemunhar o pior de que a humanidade é capaz”.

Pelo meio Kayleigh apaixona-se por uma companheira de trabalho, “só que, de repente, um após outro, os colegas começam a entrar em colapso e a despedir-se, quando não a abraçar as mesmas causas que supostamente deviam censurar”.

Também no dia 10 chegas às livrarias o novo romance de Rodrigo Guedes de Carvalho, ‘As Cinco Mães de Serafim’.

Uma história que se estende por um século, iniciando-se em 1923, na Foz do Douro, no Porto, quando nasce Maria Virgínia Landim da Silva, numa “casa imponente da alta burguesia”, onde cem anos depois vive o seu filho, o maestro Miguel Serafim.

Leia Também: Psiquiatras devem assistir jovens “para poder ter mais resposta”

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