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Rota do Mondego reforça “melhor turismo” no Centro

A Grande Rota do Mondego, um percurso com 142 quilómetros inaugurado ontem na Figueira da Foz, pode ajudar à promoção de “melhor turismo” na região Centro, afirmou a secretária de Estado que tutela o setor.

“Temos de acreditar que, assim que a procura deixe de estar reprimida, ela vai surgir”, disse Rita Marques, nos Paços do Concelho da Figueira da Foz, onde decorreu a cerimónia inaugural.

Grande Rota do Mondego é um itinerário turístico que liga Oliveira do Hospital à Figueira da Foz, no interior e no litoral do distrito de Coimbra, respetivamente, passando ainda pelos municípios de Tábua, Mortágua, Penacova, Coimbra e Montemor-o-Velho.

“Temos de acautelar o presente, mas sobretudo acautelar o futuro”, defendeu a secretária de Estado do Turismo, ao recordar que, nos primeiros meses da atual pandemia da covid-19, foi importante criar “condições para resistir”, adotando medidas e desbloqueando apoios para salvar empresas e empregos nesta área.

Depois, era necessário recuperar das dificuldades, um objetivo do Governo em que disse continuar empenhada.

“Resistir, sim, mas retomando” dentro do possível a atividade turística, sublinhou, ao recordar que essa preocupação, desde março, tem norteado o seu trabalho na secretaria de Estado.

Portugal, na sua opinião, “tem de estar pronto para acolher melhor turismo” logo que estejam reunidas as condições ao nível da saúde pública.

No atual contexto sanitário e económico, segundo Rita Marques, importa “acreditar que o futuro de Portugal no turismo será risonho”, incluindo na região Centro, que nos últimos meses “teve uma retoma ligeira” acima do previsto.

Por sua vez, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro, Pedro Machado, realçou a aposta que a região, através das suas entidade públicas e privadas, tem vindo a fazer “num turismo tranquilo”.

A Rota do Mondego é um contributo para esse desígnio, constituindo a sua inauguração, hoje, “um momento de consolidação de uma malha que tem vindo a ser construída” no Centro, acentuou Pedro Machado.

Na mesma linha, também o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, preconizou um trabalho que permita dar “melhores oportunidades” a um território “coeso e desenvolvido” que saiba manter a identidade.

Integrada no projeto Caminhos da Região de Coimbra, a Grande Rota do Mondego, perto de Penacova, “depara-se com uma zona de transição do cenário de montanha, proporcionando uma significativa alteração da paisagem, com vales mais ou menos cavados e espelhos de água a perder de vista, com origem na barragem da Aguieira, em Mortágua”, no distrito de Viseu.

“Segue o percurso até Coimbra, cidade que viu nascer várias criações culturais inspiradas no Mondego e convida a embrenhar-nos pelo Choupal e mais à frente na Reserva Natural do Paul de Arzila. Segue até Montemor-o-Velho, sempre com a forte presença dos marcantes campos de arroz do Baixo Mondego e a sua singular avifauna”, refere uma nota da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, cujo secretário executivo, Jorge Brito, interveio também na sessão.

Este responsável enfatizou que a nova rota proporciona “uma experiência inigualável no território”, entre o interior montanhoso e as praias da Figueira da Foz.

“Chega finalmente à Figueira da Foz, onde o rio se encontra com o mar após a passagem pelo surpreendente ecossistema do estuário do Mondego”, salienta o documento da CIM.

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